O que aconteceu
A Omdia, uma consultoria de pesquisa de mercado, divulgou os números do terceiro trimestre em 5 de novembro. Os enviosunidades que os fabricantes mandam para lojas e distribuidores num período; medem a oferta, não quantas pessoas compraram um tablet de tablets caíram 23% em um ano, para 32 milhões. É a segunda queda de dois dígitos seguida, depois de um recuo de 10% no segundo trimestre. O Oriente Médio, a China e a Europa Ocidental caíram mais do que o resto do mercado.
"Com o aperto na oferta, os tablets estão ficando cada vez mais em segundo plano nas prioridades estratégicas dos fabricantes para 2026 e 2027", disse Himani Mukka, gerente de pesquisa da Omdia.
Como foram as grandes marcas
- Apple manteve a liderança, mas os envios caíram 28%, mais que o mercado. A participação caiu para 36%, contra 38,2% um ano antes.
- Samsung seguiu em segundo, com 5,4 milhões de tablets, 22% a menos, e 16,9% de participação. A Omdia diz que a falta de componentes segurou os volumes apesar dos lançamentos.
- Lenovo foi a única das cinco maiores a crescer: alta de 12%, para 4,1 milhões de unidades, e participação de 12,7%, contra 8,7%. Os tablets comuns puxaram o crescimento, enquanto os modelos com teclado destacável caíram bastante.
- Xiaomi ficou em quarto, com 2,3 milhões, queda de 11%, ajudada por um bom trimestre na América Latina.
- Huawei fechou as cinco maiores com 1,8 milhão, a maior queda entre as líderes, de 43%, embora ainda tenha crescido no Centro e no Leste da Europa e na Ásia-Pacífico.
Por que os modelos novos não ajudaram
O segundo semestre trouxe vários lançamentos grandes, lembra a Omdia, como a linha Galaxy Tab S12 da Samsung, o iPad mini com tela OLED da Apple e a linha Pad 9 da Xiaomi. Eles pouco fizeram pela demanda. Segundo Mukka, os mesmos problemas de oferta limitam o quanto os fabricantes conseguem melhorar as especificações, então os tablets novos diferem menos dos antigos e os compradores esperam por avanços maiores.
A Omdia espera que a oferta fique ainda mais apertada em 2027 e diz que uma recuperação significativa "é improvável antes de 2028". No comunicado, a empresa não diz quais componentes estão em falta.
As telas sensíveis ao toque da Apple também avançam em outra direção: o primeiro Mac com tela sensível ao toque, o MacBook Pro com tela PROLED XDR, chegou às lojas em 6 de novembro.
Fontes
Fontes primárias conferidas para este artigo: